Família de criança com insuficiência renal muda de São Desidério/BA para tratamento e busca doador na BA
A família de Marco Antônio, de cinco anos, saiu de São Desidério, no oeste da Bahia, para morar em Salvador, a fim de acompanhar o garoto no tratamento da insuficiência renal. O pai, o diarista Antônio da Silva, e a mãe, a dona de casa Rosânia Aquino, estão desempregados e lutam para que o pequeno encontre um doador compatível.
A mãe do menino conta que, há três anos, Marco Antônio começou a apresentar sintomas de febre e vômito, mas o diagnóstico demorou para ser determinado. “Toda vez que a gente ia, se falava que era virose, sempre foi assim. [Quando saiu diagnóstico], ele estava muito inchado e o médico pediu para transferir ele para Salvador”, afirma Rosânia Aquino.
Atualmente, os pais precisam morar de aluguel em uma casa no bairro de Narandiba e ir diariamente ao Hospital Roberto Santos para sessões de hemodiálise. Eles precisaram deixar os outros três filhos na cidade de São Desidério para dedicar os cuidados a Marco Antônio.
Além da hemodiálise, Marco precisa tomar pelo menos 10 medicamentos todos os dias, que custam em torno de R$ 200 por mês. Apenas um dos medicamentos a família consegue que seja fornecido gratuitamente pelo Serviço Único de Saúde (SUS).
"A gente tem que fazer o possível para não passar fome e não deixar medicamento dele também”, diz o pai Antônio da Silva.
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Menino de 5 anos sofre há três anos com sintomas de insuficiência renal (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
O menino só pode receber o rim de um doador falecido ou com até o quarto grau de parentesco, que tenha mais de 23 anos e sangue tipo B positivo. A mãe dele foi a primeira a fazer os exames de compatibilidade. O resultado deve sair em breve, e a dona de casa está na expectativa de que o filho seja operado. “Isso me dói bastante. Só Deus mesmo na vida dele”, afirma a mãe.
O pai espera que, com o transplante, a família volte a ficar unida e a vida deles possa recomeçar. “É uma alegria que a gente está esperando ter para que a gente volte para o lugar da gente e cuidar da vida”, acredita.
A médica Claudia Andrade diz que o diagnóstico precoce, inclusive no atendimento pre-natal, é importante para o tratamento da insuficiência renal. Ainda segundo a especialista, em adultos, o excesso de peso está relacionado a casos da doença. "Evitar a obesidade é um passo importante para evitar doença renal na idade adulta", diz a especialista.
Ainda segundo Claudia, a dificuldade para conseguir o transplante ocorre por conta do baixo índice de doações de órgãos. "Infelizmente no nosso estado tem número pequeno de doações pelos familiares dos pacientes falecidos. É uma cultura que estamos tentando mudar para que aumente o número de doações", explica.
Fonte: G1 BA
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