Diretora do Cotton Outlook conhece a cadeia do algodão baiano durante agenda promovida pela Abapa


Da classificação da fibra às práticas de irrigação no campo, a diretora executiva e editora da Cotton Outlook, Antonia Prescott, percorreu diferentes etapas da cadeia produtiva do algodão no dia 1º de julho, durante agenda técnica promovida pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), no Oeste da Bahia. A Cotton Outlook é uma plataforma independente, baseada no Reino Unido, que, há 90 anos, congrega análises e notícias sobre o algodão. O produto mais conhecido da empresa é o índice Cotlook A Index, esse índice foi criado em 1966 e é considerado uma das principais referências internacionais para o preço do algodão em pluma comercializado no mercado físico. O índice representa uma média diária das ofertas de diversas origens de algodão entregues em portos do Extremo Oriente (CFR Far East), refletindo o comércio físico internacional, e não apenas contratos futuros.

Na Bahia, a imersão incluiu visitas ao recém-inaugurado Centro de Análise de Fibras e ao Centro de Treinamento da Abapa, além de uma fazenda produtora da região, proporcionando uma visão integrada dos processos que sustentam a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.



A visita integra uma série de missões realizadas por Antonia Prescott em importantes países produtores de algodão. O objetivo em cada parada é conhecer como cada origem organiza sua cadeia produtiva, observando aspectos como qualidade da fibra, rastreabilidade, sustentabilidade e tecnologia.

“Foi uma oportunidade muito rica para apresentar como a cadeia do algodão está estruturada na Bahia e compartilhar as práticas que desenvolvemos em sustentabilidade, gestão hídrica, rastreabilidade e análise da qualidade da fibra. Ao mesmo tempo, conhecemos melhor o trabalho realizado pela Cotton Outlook e tivemos uma troca importante de conhecimentos sobre o mercado internacional do algodão. Houve também bastante interesse em compreender como funciona a análise visual das amostras nas algodoeiras e como esse processo se integra às avaliações realizadas no laboratório”, destacou a coordenadora do Programa ABR/Sustentabilidade da Abapa, Yanna Costa.

No Centro de Análise de Fibras, Antonia conheceu também a Passarela do Saber, espaço imersivo que apresenta o ciclo completo da produção do algodão, desde o plantio até o beneficiamento. A comitiva acompanhou o funcionamento do laboratório, os processos de classificação da fibra e as iniciativas ligadas aos programas Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e ABR-UBA, que reforçam o compromisso da cotonicultura brasileira com boas práticas socioambientais e de gestão. “Esta é a minha primeira visita ao Brasil e queria compreender melhor a produção, o comércio e toda a cadeia do algodão brasileiro, que vive um momento muito importante do seu desenvolvimento. A agenda organizada pela Abapa foi extremamente informativa e me permitiu conhecer de perto a realidade da cotonicultura na Bahia. Agradeço pela recepção e pela oportunidade de vivenciar essa experiência”, afirmou.

À tarde, a programação seguiu em uma fazenda da região Oeste da Bahia, onde foram apresentados os sistemas de gestão da propriedade, as práticas de irrigação e as estratégias adotadas para promover eficiência produtiva e uso responsável dos recursos naturais. O cronograma também incluiu uma visita à unidade de beneficiamento, onde a executiva acompanhou o processo de amostragem e análise visual da fibra realizado, em complemento as avaliações laboratoriais.


A Cotton Outlook é uma importante referência internacional para os preços físicos do algodão. “Trata-se de uma das instituições mais respeitadas do mercado internacional e publica um dos principais indicadores de preços da fibra. Receber sua diretora na Bahia permite apresentar não apenas números, mas a realidade do campo, a estrutura de classificação e todo o trabalho realizado para garantir qualidade e credibilidade ao algodão brasileiro”, afirmou o gerente de Sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fábio Carneiro.

Fonte: ABAPA