Segurança jurídica, tributos e crédito no centro das decisões do agro no Oeste da Bahia
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) sediou, no dia 23 de abril, um debate sobre os impactos da reforma tributária no agronegócio, em um cenário que envolve crédito, tributação e sustentabilidade. Promovido pelo fórum Brasil 360, o encontro foi realizado no Centro de Treinamento da entidade, e reuniu produtores rurais, empresários e especialistas, como o ex-procurador-geral da República Augusto Aras, o consultor da Fundação Getulio Vargas Artur Mattos e o superintendente do Ibama na Bahia Bruno Martinez, para discutir os rumos do setor.
A abertura contou com as boas-vindas da presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, que destacou a necessidade de participação ativa dos produtores nas discussões em andamento. “As regras que estão sendo discutidas ainda estão sendo escritas. E por que não participarmos dessa construção?”, afirmou. A presidente também chamou atenção para a sensibilidade do setor às mudanças tributárias: “O agronegócio é extremamente sensível às distorções tributárias”.
A implementação de novos tributos, como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), bem como a Resolução nº 5.193 do Banco Central, que reforça a necessidade de conformidade ambiental como condição para acesso a financiamentos, permearam as discussões.
Ao longo da programação, o ex-procurador-geral da República Augusto Aras trouxe uma leitura institucional do cenário, ressaltando o peso do agronegócio para a economia brasileira e a complexidade do ambiente regulatório. “O importante é que, na composição de conflitos, haja participação das instituições e dos órgãos que devem zelar pela legalidade”, destacou.
Na sequência, Artur Mattos abordou os desdobramentos da reforma tributária. Segundo ele, o novo modelo exige compreensão e adaptação por parte dos agentes econômicos. Encerrando o ciclo de apresentações, Bruno Martinez trouxe a sustentabilidade como um fator estratégico, com impacto direto no acesso ao crédito e na competitividade do agronegócio.
As discussões convergiram para um ponto central: crédito, tributação e sustentabilidade deixaram de ser temas isolados e passaram a definir, de forma conjunta, o ambiente de decisão no setor.
Fonte: ABAPA
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